Do sentimento à música: Thales Lessa transforma histórias em canções em noite intimista em São Paulo
- Noemi Figueiredo
- há 9 horas
- 3 min de leitura
Na última terça-feira (17), São Paulo foi palco de um encontro que foi além da música. Foi sobre história, processo e, principalmente, sentimento.

O cantor e compositor Thales Lessa reuniu amigos, parceiros e convidados para celebrar o lançamento do projeto “O Livro – Do Que Se Sente Pro Que Se Escuta” — uma obra que nasce daquilo que ele sempre soube fazer como poucos: transformar emoções em canções.
Em um clima intimista, quase como quem abre o coração em voz baixa, Thales apresentou ao público não apenas um livro, mas um conceito. Um projeto que conecta escrita e música de forma direta, mostrando o caminho que uma canção percorre — do sentimento bruto até chegar aos nossos ouvidos.
E a experiência não para nas páginas.
O primeiro capítulo do álbum, inspirado na obra, chega às plataformas nesta quinta-feira (19), às 21h, trazendo três faixas inéditas que se somam às quatro já lançadas anteriormente — músicas que, juntas, já ultrapassam a marca de 60 milhões de streams.
Parcerias, releituras e aquela sofrência que a gente respeita
Entre os destaques da noite, duas novidades que já chegam carregadas de expectativa: as parcerias com Panda nas faixas “Alcoolicamente” e “Você Não Me Conhece”, apresentadas em primeira mão durante o evento.
E se tem uma coisa que o sertanejo faz como ninguém é revisitar histórias… Thales também trouxe uma releitura especial de “Caso Indefinido”, composição sua que ganhou o Brasil na voz inesquecível de Cristiano Araújo — aquele tipo de música que não envelhece, só ganha mais significado com o tempo.

Uma noite de encontros — e de história sendo escrita ao vivo
O evento também foi marcado por participações que ajudaram a transformar a noite em um verdadeiro encontro de gerações do sertanejo.
A dupla Guilherme & Benuto levantou o público com “Dedinho de Pôr Aliança”, parceria com Thales, além dos sucessos “Haja Colírio” e “3 Batidas”. Já Felipe & Rodrigo embalaram o clima com hits que carregam sua assinatura e o recente sucesso “Esquina”.
E não parou por aí.
A noite reuniu influenciadores, artistas e novos talentos — criando um ambiente que parecia mais uma roda de amigos do que um evento formal. Entre os presentes estavam nomes como Alicia X, Marcelo Mesquita, Clo Ataíde, Rafa Soliman, Duda Junqueira e tantos outros, além de artistas como Breno Ferreira, Thayna Bittencurt, Taiana França e Fiduma & Jeca.
Era conexão real.
Daquelas que não se ensaiam.
Quando a música começa antes da melodia
Mais do que um lançamento, o projeto revela algo que muita gente esquece: a música não começa no estúdio — começa na vida.
No livro, Thales compartilha bastidores, inspirações e sentimentos por trás de suas composições. E é justamente isso que torna tudo mais forte: entender que cada verso tem uma história, cada refrão tem um motivo, cada canção carrega um pedaço de alguém.
Como o próprio artista define:
“Esse projeto mostra exatamente o caminho que uma música percorre, desde o sentimento que inspira a composição até o momento em que ela chega ao público.”
E talvez seja por isso que funciona.
Porque no fim… a gente não ouve só música.
A gente se reconhece nela.
“Alcoolicamente”: entre recaídas, saudade e aquele amor que a gente finge que esqueceu
Entre as faixas inéditas, “Alcoolicamente” chega com tudo aquilo que o sertanejo sabe entregar: intensidade, contradição e verdade.
A música mergulha naquele ciclo clássico — tentar esquecer, não conseguir, beber pra aliviar… e acabar voltando pra mesma pessoa.
É sobre lucidez e recaída.Sobre saber que não vale… e mesmo assim ir.
Com versos diretos e uma narrativa que todo mundo já viveu (ou conhece alguém que viveu), a faixa traduz aquele sentimento bagunçado que insiste em ficar — principalmente quando a razão resolve dar uma folga.
Mais do que um projeto, “O Livro – Do Que Se Sente Pro Que Se Escuta” é um lembrete: antes de virar hit, toda música já foi sentimento.
E talvez seja exatamente por isso que a gente canta como se fosse nossa.
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