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João Raul mostra que o sertanejo fictício também pode ser real em “Chama o Mozão”, EP que aquece o arrocha na novela Coração Acelerado

Personagem de Coração Acelerado, João Raul lança EP com cinco faixas sensuais, bem produzidas e que reforçam a força do sertanejo atual dentro e fora da ficção 


João Raul aparece em foto séria, com expressão confiante, representando o cantor sertanejo da novela Coração Acelerado.
Reprodução: Internet / Globo

Nem sempre um personagem criado para a TV consegue atravessar a tela e soar verdadeiro.


Mas João Raul conseguiu. O cantor da novela Coração Acelerado, exibida no horário das 19h, acaba de lançar o EP “Chama o Mozão” e entrega um trabalho que convence, envolve e dialoga diretamente com o sertanejo que domina playlists e paredões pelo Brasil.


Vivido por Filipe Bragança, João Raul já vinha dando sinais de que não era só um personagem caricato. Após o single “Fora do Compasso”, lançado em outubro de 2025 em parceria com Maiara & Maraisa, o artista fictício ganha agora seu primeiro EP oficial, disponível nas plataformas desde 6 de fevereiro.


Com cinco faixas inéditas, Chama o Mozão brinca com o apelido do personagem na novela — o “Mozão do Brasil” e aposta sem medo na sensualidade, no arrocha e na linguagem direta que marcam o sertanejo da década de 2020. As músicas “Garrei Nessa Fada”, “Queria Ser o Batom”, “Senta no Banco de Couro”, “Babei na Tela” e “Vem Suar com Seu Mozão” traduzem bem esse momento do gênero: provocante, dançante e feito para grudar.


A produção musical de Daniel Musy e Samuel Deolli dá o tom certeiro do projeto, equilibrando ritmo, refrões chiclete e uma estética que conversa tanto com a narrativa da novela quanto com o mercado musical atual. O resultado é um EP coeso, envolvente e que soa, de fato, como um lançamento de um cantor real — não apenas um produto de dramaturgia.


O destaque fica para faixas como “Garrei Nessa Fada”, “Queria Ser o Batom” e “Senta no Banco de Couro”, já conhecidas do público da novela e que ganharam vida própria fora da trama. “Senta no Banco de Couro”, inclusive, carrega aquela energia de hit que divide opiniões, mas representa com fidelidade o arquétipo do sertanejo cafajeste que o personagem encarna no início da história.


Mesmo nas letras mais explícitas, como em “Babei na Tela” e “Vem Suar com Seu Mozão”, o projeto não perde o controle. Existe intenção estética, conceito e coerência com a proposta do personagem. O erotismo aqui não é gratuito — ele faz parte da narrativa de João Raul e do sertanejo que a novela escolheu retratar.


O grande mérito de Chama o Mozão está justamente nisso: a linha entre ficção e realidade quase desaparece. Com boa interpretação vocal, produção afiada e músicas que funcionam dentro do universo sertanejo atual, João Raul prova que, quando o trabalho é bem feito, até um personagem pode conquistar espaço real no coração (e no repeat) dos fãs.


Capa do EP “Chama o Mozão”, de João Raul, com visual sensual e identidade sertaneja moderna.
Reprodução: Spotify / João Raul


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